domingo, 28 de novembro de 2010

Finally, a victory~


The blood is mixed with red poppies, which bloom. 
It's the terrible beauty of war ...

Estou deitado num campo perto de Toronto. Muitas papoulas foram plantadas aqui para a comemoração do Remembrance Day, mas a maioria está agora destruída, assim como a cidade, a alguns quilômetros daqui. Minhas tropas foram encaminhadas para a fronteira, devo ir para lá daqui a algumas horas. Mas no momento, preciso de um tempo sozinho. 


Se conheço bem o Alfred, ele não se contenta com pouco. Na visão dele, Halifax deve ser apenas uma pequena cidade sem importância. Ele com toda a certeza iria querer algo melhor, e isso não iria demorar, apressado como ele é para tudo. E, a poucas horas antes de comemorarmos o Remembrance Day, Toronto foi invadida pelos americanos. Antes disso, porém, eu havia arriscado uma tática diferente. Resolvi tirar parte das tropas da fronteira, e as mandei para as maiores cidades do país. Isso teve consequências boas e ruins. Por um lado, eles conseguiram entrar no país com mais facilidade, mas na hora da batalha dentro da cidade, consegui levar vantagem por um bom tempo. Me foquei na luta dessa vez, não fiquei pensando numa possível vitória ou algo parecido. Mas depois de um tempo, Alfred pediu reforço para o Ludwig. B-Bro, isso não é atitude de um hero. =_=

Eles conseguiram tirar a minha vantagem, então me senti na necessidade de pedir reforço também eu não sou nenhum hero pra dar conta dos dois sozinho. --' E ninguém melhor para isso do que o Arthur, e juntos conseguimos tomar controle da situação. E ele usou seus terríveis scones umas armas estranhas, os inimigos ficaram com muito medo. Foi realmente estranho, será que se eu jogasse Maple syrup neles eles iriam ficar com medo também? o.o' Mas não poderia fazer isso, além de estarmos com falta de Maple Syrup no país (T_T), eu não iria desperdiçar algo tão bom com isso. Alfred também não atacaria com hambúrgueres, eu imagino... Acho que isso só funciona com scones mesmo. u_u

Depois de mais algumas horas de batalha, Alfred recuou com as suas tropas. Isso foi realmente inesperado, não entendi porque ele se retirou tão rápido. Ele é muito persistente, não costuma desistir de algo tão facilmente. Levei bastante tempo para ter certeza de que aquilo havia realmente acontecido. Pela primeira vez na vida, consegui superar o meu irmão em alguma coisa. Tive um surto de felicidade a princípio, mas depois de um tempo, fiquei novamente quieto, como se nada tivesse acontecido. Não sei bem porque eu fiquei assim, desde o começo da guerra eu desejava ganhar dele, e quando eu finalmente consigo eu... nem ligo. o.o

Estava pensando sobre isso, ainda deitado no campo e, de repente, ouço um ruído de folhas de movendo e passos. Alguém estava se aproximando, então eu peguei a arma que estava do meu lado, me sentei e me virei, apontando para a direção em que eu ouvi o barulho. Com certeza a um tempo atrás eu não perceberia nada mas, com a guerra, a chance de ser atacado a qualquer momento é muito grande, então tento prestar mais atenção em tudo o que nem sempre consigo. --' Mas, quando olhei para a origem do ruído, abaixei a arma quase que automaticamente. Era uma criança, aparentava ter uns 10 anos de idade. Os vestígios da guerra estavam marcados na sua aparência, pelo estado das suas roupas e os pequenos ferimentos parecia que ele havia acabado de escapar de um incêndio, um desabamento ou algo parecido. Para a minha surpresa, o garoto não se espantou com o fato de eu ter apontado uma arma para ele, não se alterou, nem nada. Ficou apenas me olhando, com uma expressão vazia.

- De onde você é?
- Eu sou americano, mas moro a um tempo aqui. Quer dizer, morava...

Ele apontou para um lugar a direita e, bem longe de onde estávamos, havia o que parecia ter sido uma casa, no meio do campo. Deveria ter sido bem bonita e ficava num lugar ótimo para se viver, mas agora estava reduzida a escombros. Não pude deixar de sentir um pouco de culpa ao ver aquela cena, pois eu fiz com que minhas tropas ''arrastassem'' o inimigo para batalhar nesse campo, para não causar mais danos na cidade já destruída. Se bem que... culpa não é bem um sentimento que se deve ter num momento como esse... estamos numa guerra, afinal...

- E-Eu sinto muito pela sua casa, eu...

Parei de falar para olhar para o garoto. Ele estava me olhando com curiosidade, e ficou assim por um bom tempo. Parecia querer perguntar alguma coisa.

- Algum problema?
- Quem é você?

Eu fiquei realmente surpreso com essa pergunta, e devo ter feito alguma cara bem estranha, porque ele sorriu na hora.

- V-Você não sabe?
- Me desculpe, não, quem é você?
- Eu sou Canadá.

Por alguns instantes, ficamos olhando um para o outro. Depois, do nada, a criança começou a rir, parecia estar se divertindo muito. Isso não deixou de me ofender um pouco, que graça havia nisso?

- Por que está rindo? >_>
- Você não pode ser o Canadá, apenas isso. 
- Mas eu...
- O Canadá declarou guerra ao América. Se você fosse ele, não teria baixado a arma tão cedo quando me avistou, e teria feito alguma coisa quando eu falei que era americano. O senhor foi muito bonzinho comigo, não poderia nunca ser ele. 
- ... o que?
- De qualquer forma, eu vou voltar para a cidade, os meus pais estão num hospital, e eu sai de lá para ver a nossa casa. Eles devem estar preocupados né?... Bem, até mais. 
-acena e se afasta em direção a cidade-



Acompanhei ele saindo até sumir de vista, enquanto isso, pensava novamente sobre o que eu sou na visão dos outros. Eu sou alguém da qual sempre confundem com o Alfred. Ou talvez, eu sou ''o irmão do América'', com uma identidade e um nome esquecidos. E ainda, alguém que nem mesmo ''existe'', apagado por causa do seu irmão. São diferentes ''eus'', cada um visto por diferentes pessoas, e todos eles relacionadas a uma só pessoa. Esses três ''eus'', que tanto me causam desagrado, são os motivos de eu estar lutando nesse momento. Ou talvez eram os motivos?... O que eu não parei para pensar ainda foi na pessoa que iria substituir essas outras. E talvez esse novo eu... seja ainda pior do que os anteriores. 

O que aquela criança falou pode ser, nesse momento, a visão de muitos outros. Eu nunca teria atirado nela, mesmo sabendo que ela era de um país inimigo. Mas tenho minhas dúvidas se alguém faria isso no meu lugar. É nessas horas que eu acho que não nasci para guerrear. Não tenho preparo físico nem psicológico para isso. Certas coisas não tenho coragem de fazer, nem mesmo ao meu pior inimigo. Foi uma loucura participar da guerra desde o começo, e agora surgiu a preocupação da minha nova imagem diante do mundo. O que aquela criança falou, mesmo sem intenção nenhuma da parte dela, me abalou. Eu não sou assim... Mesmo com todos os meus defeitos, eu tenho amigos. E mesmo eles cometendo enganos ou se esquecendo de mim, eu gosto muito deles. Além deles, eu tenho o meu irmão... Eu realmente gostaria que coisas como essas não mudassem nunca. E que o que eu sou de verdade não mudasse também para os outros. Eu prefiro continuar a ser a pessoa invisível do que uma outra que talvez possa tirar tudo isso de mim...

Me deitei novamente no chão, pensando na continuidade da guerra, mas me distrai um pouco olhando para as papoulas. Eram tão poucas, mas mesmo assim cresciam, sem nem imaginar qual seria o seu futuro. Poderiam ser destruídas, arrancadas, queimadas, ou qualquer outra coisa ruim, mas não desistiam e continuavam a crescer. Acho que o que eu tenho que fazer é algo parecido com as papoulas. Devo continuar a lutar. Meus aliados contam comigo. E também creio que, independente dos resultados dessa guerra, eu posso aprender bastante com ela, e me tornar mais forte em vários aspectos. Não posso deixar de ser quem eu sou e também não posso dar uma falsa impressão para os outros. Tenho que seguir de agora em diante pensando nisso. Só espero que a guerra acabe logo. E que, depois dela, eu possa ficar junto com todos os outros como antigamente, principalmente com o meu irmão.

-distraído, lendo os blogs, acaba lendo um post do Alfred-

''Matt, eu só estava te testando viu? o3o Eu deixei você ganhar, ok? Lembre-se disso =D''

...Que?

Alfred...

PARA DE MENTIR, V-VOCÊ NÃO PODE TER ME DEIXADO GANHAR, VOCÊ NEM É LOUCO DE FAZER ISSO, E-EU GANHEI PORQUE LUTEI BEM E MELHOR QUE VOCÊ E éverdadequeoarthurmeajudou MAS EU TE SUPEREI!! Ò_Ó

...

Err... acho que tenho muito o que aprender mesmo. --'

Bem, vou encerrar esse post pois tenho que me encontrar com as minhas tropas agora, vou salvar o texto como rascunho porque o Kumatagao-san quer escrever algumas coisas também, e vou deixar ele aproveitar esse post. Espero que ele esteja bem em casa, e que se divirta usando o blog e que não faça nenhuma besteira também. o.o'

See you later! Agora é com o Kumayaoi-san~ [-q]

----------//----------
Olá! o.o Aqui é KumaJIROU!

Hum, como já devem ter imaginado, o... hum...

-pega o telefone e começa a discar um número-

Matt: Alô? 
Kumajirou: Quem é você? 
Matt: Eu sou o Canadá.. o_o'
Kumajirou: Hum...
Matt: E-Ei Kumafaron-san, o que est...

-desliga o telefone e volta a digitar-

Continuando, o Canadá me deixou em casa em vez de me levar junto com ele para a guerra. Saibam que foi muita sorte de vocês, inimigos, nem queiram imaginar o que eu faria com vocês se eu estivesse lutando. Mas, como sou um bom urso, fiquei protegendo o meu dono lerdo de todas as ameaças, não permiti que nenhum inimigo se aproximasse dele, ninguém mesmo. u.u


Acho que algumas vezes foram desnecessárias, mas nunca pode se imaginar o que se passa na cabeça dos outros, poderiam estar com más intenções. u.u

Mas nem tudo e guerra, e eu não me esqueci de outras coisas importantes. O... quem é mesmo...? Esqueci, mas ele se esquece de tudo, e cabe a mim lembrá-lo das coisas. Soube que o Tino e o Berwald vão se casar, e teve uma competição de bolos de casamento. Eu mesmo fiz um bolo para participar e ganhar de todos os outros, mas como estamos sem Maple Syrup, eu acabei colocando recheio de outra coisa nele. o.o Mas quando contei pro... quem?... o que era, ele não me deixou mandar o bolo. Hunf, ele mesmo já fez panquecas com isso, não sei qual era o problema, estava delicioso. O recheio era de... hum... Cherry Syrup. Sem mais perguntas. u.u

Como não pude enviar o bolo, fui arranjar um bom presente para eles, e também para os aniversariantes. Por causa da guerra, estamos passando por dificuldades financeiras, então tive que arranjar os presentes de outras maneiras. Maneiras das quais não posso falar muito sobre... vocês não iriam querer saber. u.u

Para os noivos, eu tentei criar algo que misturasse coisas que cada um gosta. Como o Berwald gosta de artes, arranjei um estúdio portátil pra ele. E como o Tino gosta de saunas, coloquei duas saunas portáteis dentro do estúdio portátil. Não se preocupem, é bem fácil de montar eu pelo menos montei em segundos. u.u
Também fiz esse presente, espero que o aproveitem bem. u.u Consegui um corpo humano mecânico para mim, o que acharam dele?


Agora os aniversariantes. Eu conversei com meus amigos pôneis sim, tenho amigos de todas as espécies e consegui para o Polônia um dia inteiro de diversão, com tudo pago, na Poneilândia.
E ele ainda ganha de brinde a Lady Pônei. u.u
 
Pro Raivis, já que ele reclama que o Ivan impediu ele de crescer mais alguns centímetros, eu tenho arranjei um brinquedinho pra ele esticar um pouquinho. Ele é seu agora. u.u
E esse jogo também, acho que ele vai gostar. Pode brincar com os seus outros amigos bálticos.
 
Pro Cyprus, esses dois modelos de roupas. Acho que ele vai ficar bem neles.

Espero que todos gostem dos presentes é bom vocês gostarem... 


Hum, achei bem divertido mexer no blog do... de quem é esse blog mesmo? De qualquer forma, acho que farei isso mais vezes se ele deixar. Posso até mesmo mostrar as fotos que eu tiro de todo mundo secretamente aqui. Alguém se sentiu sendo observado ultimamente? o.o

-lendo notícias-
Hum, parece que houve uma trégua entre os países, e estão planejando uma batalha final em Berlim. Hum, vou ter que arrumar uma maneira de ir pra lá com o meu dono pra lutar também e por isso eu vou sair aqui. o.o

Até outra hora, e vamos todos ser amiguinhos~


[Off: Desculpa a demora para postar e o meu sumiço, estou encerrando o ano letivo e a quantidade de provas e trabalhos junto com vestibular estão tomando todo o meu tempo. E ainda preciso de nota em muitas matérias, então isso acaba complicando mais. Por isso, ficarei sem entrar por mais alguns dias.  >_< 
Esse texto, novamente, eu não faço ideia de como ficou. Eu escrevi uma parte dele a cada dia, isso desde semana passada, então deve ter muita parte estranha e confusa -nem quis reler pra não ter que ver a tragédia- . Eu vi que a guerra já vai acabar, então quis falar algumas coisas a mais no post. Então, me avisem se tiver alguma coisa que eu tenha que mudar. Observação importante: Na parte do Kumajirou, partes estranhas foram intencionais. /apanha
E também peço desculpas por não estar comentando nos blogs ultimamente, e nem respondendo os comentários de vocês aqui, eu juro que isso mudará nas férias. ;-;
Outra coisa, meu Portugal pode demorar um pouquinho para aparecer, farei de tudo pra fazer ele nessa semana agora. ç_ç -viu agora- Até o Brasil já apareceu. *~*]

[Off²: Nunca tive tanta dificuldade pra ajeitar um post como eu tive nesse. --'

 -foi expressar toda a sua raiva do blog fazendo uma montagem idiota- ...]

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Dia da Memória



- Cinco minutos para entrar no ar. Está pronto?


- S-Sim...

Na verdade não. Eu estou bem... nervoso. Nesse momento, estou dentro de uma pequena sala, sentado sozinho à uma mesa e na minha frente há uma câmera. Estou usando o meu uniforme militar, normal com exceção de um detalhe: uma pequena papoula vermelha presa na lapela. Esse mesmo detalhe é observado nas outras pessoas que estão na sala, todas elas trabalhando para que eu faça esse comunicado ao mundo. Creio que muitas pessoas no meu país também estão usando a flor agora. Hoje comemoramos aqui o Remembrance Day/Jour du souvenir, o dia em que homenageamos os mortos de guerra. Lembro que uma vez o Arthur me contou como ele se sente na semana de 4 de Julho, ele fica realmente acabado. O que eu sinto no Remembrance Day não é muito diferente disso. É um dia em que a atmosfera fica triste e cinzenta. E, pela primeira vez, estou passando esse feriado sozinho. Normalmente, Alfred vem me visitar e o passa junto comigo.


Ficar sem o meu irmão hoje foi deprimente. Eu estava mais sozinho do que nunca. Acho que isso foi um dos motivos que me levaram a fazer essa chamada. E, enquanto eu esperava esses longos cinco minutos, fiquei me perguntando se ele se lembrou desse dia...

- Entrando no ar em 3, 2, 1 

Fizeram o sinal e comecei a falar, olhando para a câmera. Estou sendo ouvido no mundo inteiro nesse momento.

- Boa noite a todos. O meu nome é Matthew Williams e eu sou o Canadá, como vocês devem saber, um dos envolvidos na 3ª Guerra Mundial. Não pretendo falar dos atuais acontecimentos nessa transmissão, mas o que eu tenho para dizer não deixa de ter relação com a guerra. Por essas e outras, eu peço alguns minutos da atenção de vocês. Hoje, no Canadá, no Reino Unido e em vários outros países está sendo comemorado o Remembrance Day. Para os que não conhecem, o dia em que homenageamos todas as pessoas que perderam as suas vidas combatendo nos vários conflitos mundiais. Esse dia se tornou muito importante no meu país, e acabou por virar um feriado nacional. Muitos devem estar se perguntando o porque de eu estar usando essa papoula no meu uniforme. Como eu, várias pessoas estão usando a flor nesse dia. Isso porque, em maio de 1915, o médico e combatente canadense John McCrae escreveu o seguinte poema, chamado ''In Flanders Fields''.

-começa a ler o poema escrito na sua frente-


In Flanders Fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved, and were loved, and now we lie
In Flanders Fields.

Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders Fields



-terminando o poema, continua a falar, olhando diretamente para a câmera-

- O autor presenciou a morte de um amigo em uma batalha na 1ª Guerra Mundial, em Flanders, lugar onde vários combatentes foram enterrados. Ele viu que no local nasciam várias dessas flores e, pouco depois de enterrar o seu amigo, escreveu esses versos e os dedicou a ele. A papoula vermelha se tornou o símbolo do Remembrance Day graças a este poema. 

-faz uma pequena pausa e continua-

- Os horrores que McCrae presenciou na sua época estão se repetindo novamente. O mundo inteiro está acompanhando mais um desastre. Pessoas de todos os lugares estão recebendo notícias da morte de parentes e de amigos. Lugares estão sendo destruídos e famílias estão perdendo seus integrantes. Combatentes estão vendo seus companheiros morrendo, enquanto tentam sobreviver. E é por estarmos enfrentando esses tempos difíceis que resolvi fazer, pela primeira vez, um Remembrance Day a nível mundial. Pode parecer irônico da minha parte fazer esse pedido, sendo eu um dos países que está guerreando. Infelizmente, não vai ser um dia como esse que vai acabar com a guerra. Não vai ser uma homenagem como essa que vai comover os países e faze-los parar de lutar por seus interesses. No entanto, essa mesma homenagem pode confortar o coração de muitas pessoas que estão sofrendo as consequências da guerra. Por isso eu proponho a todos os países; sendo aliado ou inimigo, porque estamos todos na mesma situação, sendo neutro, porque direta ou indiretamente a guerra acaba atingindo a todos; e a todos os cidadãos do mundo, eu proponho agora que façamos todos um minuto de silêncio em memória daqueles que, por tanto amor à nação, perderam as suas vidas lutando por ela, aos que nem mesmo se envolveram mas morreram nas batalhas e também a todas as possíveis futuras vítimas. Um minuto de silêncio, a partir de agora.

-depois de um pequeno sinal, abaixa levemente a cabeça e permanece em silêncio. O seu gesto é acompanhado por todos ao seu redor. Em todos os lugares as pessoas param o que estão fazendo e se silenciam. Durante 1 minuto, o país todo fica em silêncio absoluto. Passado o tempo, olha novamente para a câmera e volta a falar-

- Desde já agradeço a todos que participaram dessa homenagem. Só tenho mais algumas coisas para acrescentar. Eu desejo boa sorte a todos que estão lutando, força para aqueles que perderam pessoas importantes, para as vítimas dos ataques, e...

Parei de repente. A imagem de uma pessoa invadiu os meus pensamentos, e eu não consegui mais falar. Olhei de relance para a equipe na minha frente, estavam fazendo sinal para eu continuar. Olhei de novo para a câmera, mas não saiu nada da minha boca. Senti meus olhos lacrimejando, mas fiz força para que nenhuma lágrima saísse. Respirei fundo e, depois de alguns segundos em transe, continuei a falar.

-  ... e todos que estão com a sorte de estarem junto com os seus pais, amigos, parentes, irmãos... cuidem-se uns dos outros e mantenham-se unidos. Nunca se sabe aonde as pessoas queridas estarão no dia seguinte. E quando se derem conta, pode ser tarde demais. Isso é tudo. Obrigado pela atenção, e boa noite a todos. 

-fim da transmissão-


[Off: Quase não deu tempo. >.<
Vou deixar uma tradução do poema:


Nos Campos de Flandres

Nos campos de Flandres, as papoulas florescem
Entre as cruzes, fileira após fileira,
Que marcam o nosso lugar; e, no céu,
As cotovias, ainda cantando bravamente, voam
Pouco ouvidas entre os canhões abaixo.

Somos os Mortos. Há poucos dias,
Vivíamos, sentíamos o amanhecer, víamos o rubor do pôr do sol,
Amávamos e éramos amados, e agora jazemos,
Nos campos de Flandres.

Continue a nossa luta com o inimigo:
Com as mãos débeis, jogamos a tocha
Para você; seja sua para erguê-la bem alto.
Se você não cumprir a promessa feita para nós que morremos,
Não descansaremos, embora papoulas cresçam
Nos campos de Flandres.


Achei ele muito lindo. *o*]